novembro 15, 2007
O que fazer com o trânsito de São Paulo?

Nesta quinta-feira, o jornlista Paulo Henrique Amorim deixa um pouco de lado as análises políticas e publica uma série de reportagens e análises sobre o trânsito de São Paulo. Segundo PHA, o engarrafamento de São Paulo tem duas saídas:
- Aumentar o número de dias de rodízio
- Cobrar um pedágio diário, de uns dois dólares, para quem entrar de carro no centro ampliado
Em entrevista ao Conversa Afiada, o presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Marcos Bicalho, afirma que o pedágio urbano pode ser uma das melhores saídas para o caos nosso de cada dia.
“O pedágio é uma coisa que já funcionou (em Londres)... É uma solução drástica, uma solução dura, mas talvez ela seja a mais rápida. De fato, a cidade vai ter que arrumar uma solução para tirar os carros das ruas”, disse Bicalho.
O que você acha que deve ser feito com o trânsito de São Paulo? Deixe sua opinão nos comentários!
Foto no Flickr do Flickr MrSandman


1. Parar de comprar carro como se disso dependesse a nossa vida
2. Andar de ônibus, metrô, a pé.
3. Aprender a trabalhar perto de casa. A colocar os filhos na escola perto de casa. A fazer compras perto de casa... Menos deslocamentos, que podem ser feitos a pé ou no transporte público.
Pois é, Lucia...
Acho um dos maiores problemas em Sampa é o costume das pessoas fazerem as coisas (mercado, banco, padaria, farmácia, locadora...) usando o carro. A pessoa prefere tirar o carro da garagem pra alugar um dvd na blockbuster ao invés de ser sócia da locadora do bairro... e por aí vai...
bom te ver por aqui!
leandro
Não há nada de mal em ter carro. Eu quero demorar muito a tê-lo. A causa maior é essa que o Leandro citou.
Ainda "sonho" com uma situação em que serão colocados "a força" mais ônibus nas ruas, o tanto que comece a tomar efetivamente o espaço de carros, para a médio ou longo prazo, forçar as pessoas a usá-los mais, com o "incentivo" de que com mais coletivos, menos apertado se fica dentro deles. Com a utilização maior, a quantidade de passagens vendidas também cresce.
Mas todo mundo quer uma solução imediata. Sim, mas imediata deve ser alguma atitude de massa.
Não há nada de mal em ter carro. Eu quero demorar muito a tê-lo. A causa maior é essa que o Leandro citou.
Ainda "sonho" com uma situação em que serão colocados "a força" mais ônibus nas ruas, o tanto que comece a tomar efetivamente o espaço de carros, para a médio ou longo prazo, forçar as pessoas a usá-los mais, com o "incentivo" de que com mais coletivos, menos apertado se fica dentro deles. Com a utilização maior, a quantidade de passagens vendidas também cresce.
Mas todo mundo quer uma solução imediata. Sim, mas imediata deve ser alguma atitude de massa.
O problema não é a vontade de usar o carro ou a falta de vontade de andar a pé ou de ônibus, o problema é a baixa qualidade do transporte público. Experimente andar de ônibus durante os horários de pico para ver que beleza que é.
Trabalhei durante um bom tempo na Vila Olímpia e pegava 2 ônibus para ir trabalhar e mais 2 para voltar, e andava um bocado a pé também. Os ônibus sempre estavam lotados e sujos, os motoristas dirigiam como se estivessem carregando melancias e, claro, havia ainda os congestionamentos. Eu levava de 1h30 a 2h para chegar ao trabalho. Às vezes ia de carro e levava um pouco menos de tempo, mas estava confortavelmente sentado e ouvia música.
Quem tem carro prefere usá-lo aqui nesta cidade caótica porque, por pior que seja, é melhor que andar de ônibus.
Os governantes devem tomar duas atitudes simultâneas: melhorar o transporte público (qualidade e quantidade dos ônibus, quantidade de faixas exclusivas e corredores de ônibus, aumentar a malha ferroviária e de metrôs) e dificultar a vida de quem anda de carro, para forçar a troca pelo transporte público.
Não achemos inocentemente que pegar o carro para ir até a padaria ou ao mercado influencia o trânsito. O problema é o deslocamento para o trabalho e os veículos que cruzam a cidade para ir a outras localidades.